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Município de Faxinal do Soturno
NotíciasPublicado em 29/07/2022

Curso “Do mato ao prato” foi concluído em Faxinal do Soturno

11 mulheres faxinalenses concluíram o curso ofertado pelo Geoparque Quarta Colônia

Curso “Do mato ao prato” foi concluído em Faxinal do Soturno

Após três meses de atividades, foi concluído o curso “Do mato ao prato: geleias, biscoitos e outras delícias com frutas nativas”, ofertado pelo Geoparque Quarta Colônia Aspirante Unesco em Faxinal do Soturno. Ministrado pela professora da UFSM Suzane Bevilacqua Marcuzzo e pela bióloga e estudante do curso de Gestão Ambiental Emília Cebalhos, o encerramento do curso foi realizado na quinta-feira, 28 de julho, no antigo Galpão Crioulo, junto ao Estádio Municipal.

A professora Suzane contou que, chegar ao final do curso com 11 mulheres faxinalenses, é motivo de muito orgulho. “Estou muito satisfeita com o resultado final porque o curso tinha a intenção de levar informação sobre as frutas nativas e despertar nas participantes o pertencimento em relação à Mata Atlântica”, destacou. Além da parte teórica, as cursistas conheceram algumas frutíferas nativas da região como aroeira-vermelha, jabuticaba, araçá, guabiroba, butiá e uvaia. Com estas frutíferas, elas puderam criar receitas e adaptar algumas que já conheciam.

Uma das participantes do curso foi Tânia Chelotti, da comunidade de Santos Anjos. Ela comentou que não conhecia todas as frutíferas nativas da Quarta Colônia e as receitas que poderiam ser feitas com elas. “Pra mim foi uma experiência realizadora porque eu jamais poderia imaginar que com aqueles coquinhos do jerivá poderíamos fazer uma geleia e que ela ficaria deliciosa. A jabuticaba a mesma coisa. São frutas que víamos caindo do pé e não sabíamos como aproveitar”, relatou Tânia.

 Os produtos feitos pelas cursistas foram comercializados na PoliFeira do Agricultor, na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), em Santa Maria. Para a professora Suzane esse foi o melhor teste prático que poderia ter sido feito e já deu muitos resultados. A aceitação dos produtos foi tão boa que as faxinalenses já estão se organizando para participar quinzenalmente da feira. “Percebemos que os produtos somam na geração de renda, na sustentabilidade e na identidade do patrimônio natural que é a Mata Atlântica. Quem sabe assim, inclusive, podemos reverter essa situação de degradação da região, aumentando a área de floresta, por causa das frutas nativas”, destacou Suzane.

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