O El Niño é um fenômeno climático de escala global. Caracteriza-se pelo aquecimento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico, predominantemente na sua faixa equatorial. Ocorre em intervalos médios de 4 anos. Esse aquecimento é geralmente observado no mês de dezembro, próximo ao Natal.
Esse fenômeno, por sua vez, gera mudanças no regime de chuvas e temperatura em diversas regiões do Planeta.
Com isso, espera-se que o regime de chuvas aumente no Rio Grande do Sul a partir de agosto.
A primavera de 2023 deverá ser de chuvas acima da média no Estado.
As temperaturas deverão ficar acima da média já durante o inverno.
Os impactos na agricultura:
Arroz: haverá atraso na época de semeadura, impactando na produtividade. A menor radiação solar em safras com El Niño reduz a produtividade da cultura.
Soja e Milho: devido a mais disponibilidade de água, a tendência é de melhor produtividade. Nas áreas de terras baixas, deve-se manter a drenagem em dia.
Trigo: maior incidência de doenças, devido as condições favoráveis de temperatura e umidade. Excesso de chuvas em agosto e setembro coincide com a época de colheita.
Com o excesso de chuva é preciso tomar alguns cuidados:
o Realizar o preparo do solo para a semeadura – assim, quando as condições permitirem, o solo já estará preparado para realizar a semeadura.
o Semeadura no início do período recomendado.
o Não semear em solos encharcados.
o Realizar rotação de culturas, pois alta umidade pode favorecer o desenvolvimento de doenças.
o Utilizar cultivares resistentes a doenças que podem se desenvolver com alta umidade (com base no histórico da área de cultivo).
o Atenção ao realizar adubação nitrogenada, pois, com excesso de chuva, o nitrogênio pode ser facilmente lixiviado.
o Realizar a colheita quando o produto atinge umidade adequada, pois chuvas podem reduzir a qualidade do produto agrícola.
Fonte principal: Instituto Rio Grandense do Arroz




